A fundação de Santo Antonio do Leite data aproximadamente de 1750, quando foi construída a fazenda Bananal por um padre e em seguida uma pequena capela. Padre Vidal iniciou a criação de gado leiteiro na região de Gouvea e passou assim a abastecer o Palácio de férias do Governador e o Regimento de Cavalaria, seus vizinhos.
Os soldados faziam exercícios matinais chegando até a fazenda, onde podiam desfrutar de um delicioso copo de leite fresquinho oferecido a eles todas as manhãs. Com o passar do tempo, passaram a chamar a fazenda de Fazenda do Leite, tornando-se Leite o nome mais popular.

Posteriormente, um grande fazendeiro se propôs a erguer uma igreja ao Santo de sua devoção, Santo Antonio, mas em sua viagem para arrecadar fundos para a construção veio a falecer. Os habitantes do povoado se uniram para dar continuidade ao sonho do fazendeiro e em pouco tempo estava erguida a primeira capela de Santo Antonio e o Santo se tornaria o padroeiro do Leite. E assim surgiu o nome Santo Antonio do Leite.
No final da década de 70 chegaram a este pequeno povoado os primeiros artesões. Era o momento da Cultura Alternativa.

O Brasil, assim como outros países no mundo, teve vários focos deste movimento, recebendo pessoas que se reuniam para formar este novo modelo de vida.
Santo Antonio do Leite coincidentemente, recebeu em sua maioria artesões em metal, construindo assim com o passar dos anos, sua referência nacional e internacional na produção de jóias em prata e pedras brasileiras e do mundo.

Santo Antonio do Leite é hoje um povoado rural, simpático e sossegado. Reunindo características multiculturais legado desta fusão da cultura local, com a de vários países e estados do Brasil e do mundo, trazidas por esses artesões que ainda hoje continuam a chegar.